O fogo é, talvez, uma das ferramentas mais antigas da cozinha e, ao mesmo tempo, uma das mais contemporâneas. Trabalhar com brasa significa aceitar uma dose de imprevisibilidade controlada, lendo chamas, calor residual e distâncias o tempo todo.
Caramelização, defumação sutil, crostas crocantes e interiores suculentos são resultados de uma atenção quase coreográfica: virar, aproximar, afastar, deixar descansar. Cada movimento interfere diretamente na textura final.
Em menus autorais, o fogo não aparece apenas em grandes peças de carne. Ele pode atravessar vegetais, frutas e até elementos de sobremesa, criando pontos de contraste e profundidade que sustentam a narrativa do prato.