Pensar uma cozinha autoral em escala intimista é aceitar que nem tudo precisa caber em um menu longo. Há força em servir menos pratos, com mais profundidade – e em construir uma narrativa que respeita o tempo de quem cozinha e de quem se senta à mesa.
Menus enxutos permitem que cada etapa seja tratada quase como um personagem: entrada, prato principal e sobremesa deixam de ser apenas “cursos” e passam a ser momentos com funções claras dentro da história que se quer contar.
No serviço intimista, o olhar do chef alcança cada mesa com mais precisão. Pequenas variações de ponto, ajustes de sal, troca de um elemento por outro – tudo isso ganha espaço num ritmo de serviço que privilegia a atenção ao detalhe, e não a corrida contra o relógio.