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Caderno • 05 de fevereiro de 2026 4 min

Cozinha autoral em escala intimista

Como pensar menus enxutos, com profundidade de narrativa, sem abrir mão da precisão técnica e da experiência à mesa.

Pensar uma cozinha autoral em escala intimista é aceitar que nem tudo precisa caber em um menu longo. Há força em servir menos pratos, com mais profundidade – e em construir uma narrativa que respeita o tempo de quem cozinha e de quem se senta à mesa.

Menus enxutos permitem que cada etapa seja tratada quase como um personagem: entrada, prato principal e sobremesa deixam de ser apenas “cursos” e passam a ser momentos com funções claras dentro da história que se quer contar.

No serviço intimista, o olhar do chef alcança cada mesa com mais precisão. Pequenas variações de ponto, ajustes de sal, troca de um elemento por outro – tudo isso ganha espaço num ritmo de serviço que privilegia a atenção ao detalhe, e não a corrida contra o relógio.